Um sitio onde ler bem
No blog «littlebuesheep»:
"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma.
Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual.
Tudo me interessa e nada me prende."
[Fernando Pessoa]
Isto e muito mais em
http://littlebluesheep.blogspot.com/
a liberdade é um caminho sempre inacabado
Em parábolas e poemas,
meus silêncios desbravei,
decifrando rostos
e provérbios,
deste povo antigo,
por fazer
que, há séculos,
trago comigo.
A pátria prometida
das coisas que não consigo.
E peregrinando saudade,
palavra a palavra, já regresso…
Lanço sortes à ventura
que, à procura, me liberto.
parte de "Este povo por fazer" de Adelino Maltez
Hoje, dia mundial do livro
do livro que estou a ler:
«talvez ansiando por se transformar num pilar de pedra ou num cromeleque no meio de um campo ou nas faldas da montanha para que as gerações vindouras me admirem e para que as vacas e cavalos e ovelhas e cabras se venham esfregar e para que os homens e cães vertam águas e para que os homens instruídos ao vê-lo se ponham a especular, e para que os homens desiludidos inscrevam slogans partidários e graffitis indelicados, e os amantes gravem os seus nomes, num coração, com a data, e para que de quando em quando um homem solitário como eu se recoste e adormeça, ao sol, se acaso o sol estiver a brilhar.»
Em “Watt” de Samuel Beckett
O mais antigo jornal diário português faz hoje 172 anos, e é açoriano
Parabéns ao “Açoriano Oriental”
Disponível em
http://acorianooriental.sapo.pt/
dawn to dusk
tem mais de 10 anos, quando comprei o 1º cd que me lembra: “Mellon Collie and the Infinite Sadness” dos Smashing Pumpkins.
Nessa altura, ainda no liceu, vivia-se o auge da fama dos Smashing, o referido álbum era n.º 1 no “Top Mais” (hoje esse programa é intragável) e o single “1979” passava em rádios e tv’s.
Lembro-me que, nesse dia, depois de jantar me pus a ouvi-lo, e só acabei bem de noite, viciante (já não há noites como aquela).
Ouvi todas as faixas, do princípio ao fim, que loucura fazer um álbum duplo.
Lembro-me de pensar “que original”, era tudo tão diferente do que conhecia.
Tudo tão diferente do “1979” que era a única faixa que conhecia (loucura, loucura é comprar um albúm duplo de uma banda da qual apenas se conhece uma música).
Até as ilustrações que acompanham o livro do cd, são saídas de um mundo mágico.
Um álbum magistral, a música nunca mais foi o que era, os Smashing nunca mais fora os mesmos.
Para mim a partir dessa noite a arte – música nunca mais foi a mesma.
Ainda hoje o vídeo “thirty-tree” (lindíssimo) é do melhor que há.
Ao longo dos anos, e apesar de ter os outros álbuns, Mellon Collie, é o mais ouvido dos Smashing (quase impossível entre 28 músicas uma não ser apropriada aos diferentes estados de espírito)
A música dos Smashing para mim é magia, toca no fundo do ser, diz-me algo.
Por isso não me canso de os ouvir.
“and nobody nowhere understands anything about me and all my dreams lost at sea”.
Não é só música, só uma banda.
É a minha banda, a minha música. Sempre.
twilight to starlight
PECADOS ÍNTIMOS
no original “Little Children” em exibição no Cine Solmar.
É como um enorme duche de água fria que olha a realidade sem eufemismos.
Uma viagem crua e nua sobre as fundações da sociedade (familiar) actual e as térmitas que as corrompem.
A falta de intensidade com que cônjuges brindam, no dia-a-dia, o seu par.

É também poesia:
Sobre desejos, e a fuga à rotina em que os casais se deixam cair.
Sobre as famílias que continuam juntas apesar dos seus pecados.
A sua melhor qualidade está na realidade e verdade com que filma o calvário por que passam tantas famílias.
Quase um estudo sociológico das causas de divórcio.
Quase incomoda, tal o espelho que é da sociedade actual.
Assustador mesmo, é sabermos isso tudo e não fazermos nada para mudar a situação.
genial

o humor inteligente é sempre delicioso, e a frase
"a melhor maneira de chatear estrangeiros é obrigá-los a viver em Portugal"
é de rir e pensar por mais.
Dar voz à Natureza
"Deus colocou o ser humano no Jardim «para o cultivar e guardar», para cuidar da Terra e da vida que nela existe.
Precisamos de saber mais sobre o mundo natural que nos rodeia para melhor o respeitarmos e defendermos.
E de fazer ouvir a nossa voz sempre que ele se encontra ameaçado."
fonte: calendário Missionários Combonianos